segunda-feira, 19 de julho de 2010

QUANDO TE VEJO

Quando lhe vejo, a primeira coisa que vem a minha mente é a imagem de uma muralha: silenciosa, firme, inabalável. E aí é natural se perguntar: de que é feita essa fortaleza? O que se encontra por trás dessa parede firme e robusta? O que fazer para conhecer o que passa por detrás dela, se não acho nem um informante nem uma notícia real que venha do seu interior? Colho as migalhas. Às vezes, uma ou outra pista me vem dos pássaros que por lá revoam, do pólen das flores que existem por lá, que de vez em quando escapam com o vento para o exterior. É fato, minha sombra queima quando se encosta nessa muralha, quem dirá eu mesmo... sinto como se houvesse um campo de força que me impedisse de tocá-la, tanto mais transpô-la.
Mas observando forma da muralha, a cor de suas pedras, a parte superior e as bases, tirei algumas conclusões do que habita esse belo forte. Aí vai:
Apesar de ser durona, você é muito sensível e frágil.
Mas tem uma personalidade difícil, que não engole desaforo, pronta a retrucar, a refutar qualquer ameaça.
Altiva; o tempo de se humilhar já passou.
Contraditória ao dizer coisas que não são verdadeiras.
Sincera ao expressar com seu corpo aquilo que a fala afirma ser a absoluta verdade.
Gostar de aprender é uma virtude que admiro.
Não gostar de ser criança me entristece, se disser que não é verdade, só posso dizer que lamento, mas é o que percebo.
Mas viver como mulher tão cedo me intriga. Aciona os porquês da minha cabeça.
Quanto potencial há em você!... Por que se prende tanto? Você é inteligente.
Já vi essa história antes... Não me permito comentar o desfecho.
Ciumenta... vejo isso nos seus olhos.
Dominadora... seu silêncio me diz.
No fundo quer alguém que cuide de você. Alguém só seu.
Prudente ao extremo. Tem muito medo de se ferir, de sofrer.
Nada boba. Tem esperteza pra dar e vender.
Gosta de homem, de admirar os músculos deles.
Poucas amigas... essas, não muito espertas.
Pensa muito; fala pouco.
Quando quer falar, fala. E como fala!
Gosto quando você pronuncia meu nome... ops! É de você que estou falando, não de mim.
Acho que você não gosta muito do seu nome... Poucas vezes você se apresenta usando ele na net.
Você dorme de lado, com o lado direito voltado para baixo.
Que gosta de cantar... Sem comentários.
Podia escrever uma bela biografia sua, mas existe um limite, uma fronteira que me impede de saber mais. Um muro, uma fortaleza.
É o que sei.




AUTOR: SÉRGIO AUGUSTO

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